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Elton Zattar Guerra

SC pega fogo — governo avança, oposição reage e ninguém quer ficar para trás

O jogo começou — alianças, saídas e projetos para o futuro político de SC

Elton Zattar Guerra
SC pega fogo — governo avança, oposição reage e ninguém quer ficar para trás SC pega fogo — governo avança, oposição reage e ninguém quer ficar para trás

Santa Catarina entrou de vez no modo eleição. E não é força de expressão. A semana foi daquelas em que ninguém ficou parado: reuniões atravessadas, encontros cancelados, filiações estratégicas e, principalmente, muito movimento de bastidor — onde, de fato, o jogo acontece.

O recado dos bastidores
Dois episódios dizem muito sobre o momento: uma reunião do Progressistas esvaziada, sem a presença do senador Esperidião Amin, e o cancelamento de um encontro no MDB. Coincidência? Nem de longe.
O que está por trás disso é o avanço firme do governo de Jorginho Mello sobre partidos que, até pouco tempo, orbitavam com mais independência.

A reação já começou. E não é tímida. Ganha corpo a ideia de uma chapa alternativa, com o prefeito de Chapecó, João Rodrigues, como protagonista.
O MDB, por sua vez, tenta garantir espaço na majoritária — e não deve abrir mão fácil de uma vice. Já Amin se movimenta como quem não quer apenas assistir: trabalha para viabilizar sua reeleição com protagonismo.

Aqui não é Lula x Bolsonaro
Quem tentar ler Santa Catarina pela lente da polarização nacional vai errar feio. Aqui, o jogo é outro. São grupos muito mais parecidos do que diferentes disputando território, espaço e sobrevivência política.
Se quiser uma imagem, lembra mais o velho parlamento francês: não importa tanto a ideologia, mas sim de que lado você senta — e, principalmente, quanto espaço você ocupa.

A base joga pesado
Se tem alguém jogando com força nesse momento, é a base governista. PL, Republicanos e Podemos estão em campo — e com estratégia clara.

O PL segue empilhando nomes e fortalecendo sua capilaridade. As chegadas do vice-prefeito de São José e dos deputados Camilo Martins e Marcos da Rosa mostram que o partido não quer apenas volume — quer densidade eleitoral.

O Republicanos vai por outro caminho, mais silencioso, mas não menos eficiente. A filiação de Eduardo Cesconeto indica aposta em quadros técnicos, com perfil de gestão.

Já o Podemos fez barulho — e fez de propósito. O ato em Florianópolis com a filiação de Topázio Neto não foi só evento, foi recado.
Topázio entra no jogo olhando lá na frente. 2030 já começou para ele.
E não veio sozinho: Gilberto Leal também embarcou, reforçando o elo com Adriano Silva.

MDB sente o impacto
O MDB, que já foi sinônimo de estabilidade, hoje vive um momento de tensão real. Pode perder dois deputados — e não são nomes qualquer.
Emerson Stein já ensaia movimento com a deputada Paulinha e pode mudar de casa.
Jerry Comper segue alinhado com o governo. Traduzindo: o partido está sendo puxado por forças diferentes ao mesmo tempo.

E tem prazo. Até 4 de abril, muita coisa ainda pode — e deve — acontecer.

PSDB: sobrevivência é a palavra
No meio desse tiroteio político, o PSDB tenta provar que ainda respira.
O deputado Marcos Vieira está fazendo o que pode: rodando o estado, buscando lideranças, montando uma nominata minimamente competitiva.
O Norte — Joinville e Jaraguá do Sul — virou alvo prioritário. É ali que o partido aposta para não desaparecer do mapa.

Centro democrático ou reorganização da esquerda?
Do outro lado, o chamado “centro democrático” começa a sair do discurso e entrar na prática.
A chapa com Gelson Merisio, Angela Albino e Décio Lima está praticamente desenhada. Falta ajustar peças, como a segunda vaga ao Senado, onde Afrânio Boppré aparece como opção.

E aqui vale o registro: o PT, especialmente, não está para brincadeira. Quer fazer bancada. E fala abertamente em eleger até seis estaduais e quatro federais. É ambição — e planejamento.

Resumo da ópera
O que se vê hoje em Santa Catarina é um tabuleiro em transformação acelerada.
O governo avança, a oposição tenta se reorganizar, partidos médios lutam para não serem engolidos e nomes novos já pensam no pós-2026.

Ninguém está confortável. E isso, na política, costuma ser o sinal mais claro de que o jogo está só começando.




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