Bornhausen confirma desistência de pré-candidatura de João Rodrigues e diz que PSD terá novo nome ao governo de SC
Ex-senador cita Júlio Garcia, Napoleão Bernardes e Raimundo Colombo como possíveis nomes do partido e afirma que decisão de João Rodrigues foi pessoal
Ex-senador e ex-governador de Santa Catarina, Jorge Bornhausen Em entrevista coletiva nesta quinta-feira, 12, o ex-senador e ex-governador de Santa Catarina, Jorge Bornhausen, afirmou que o prefeito de Chapecó, João Rodrigues, decidiu renunciar à sua pré-candidatura ao governo do Estado.
Segundo Bornhausen, a decisão foi comunicada pelo próprio Rodrigues dentro da executiva do PSD, após divergências internas relacionadas ao posicionamento político dentro do partido.
Apesar da situação, o ex-governador afirmou que respeita a decisão do prefeito e espera que ele permaneça na sigla. “Na realidade, a reação do meu amigo João Rodrigues foi renunciar à sua candidatura. Eu lamento, acho que ele tinha potencial para se eleger e de ser um bom administrador. Mas não contém a sua impetuosidade, infelizmente, são diferenças.”
Bornhausen também destacou que o partido seguirá organizado para apresentar um novo nome ao governo catarinense.
PSD terá novo candidato ao governo
Durante a coletiva, Bornhausen afirmou que o PSD possui quadros qualificados para disputar o governo estadual, citando alguns nomes que poderiam assumir o protagonismo na disputa.
“O partido tem nomes que podem o substituir nessa tarefa de levar o PSD ao governo do Estado. Vou citar o Júlio Garcia, que é um homem preparado, o melhor político de Santa Catarina. O Napoleão Bernardes, que é um jovem deputado brilhante, carismático. O Raimundo Colombo também tem essas condições.”
Ele ressaltou, porém, que Colombo deve priorizar outro projeto político.
“O Raimundo já teve a sua oportunidade, foi duas vezes governador, e agora ele deverá ser candidato a deputado federal. Tenho conversado com ele sobre isso.”
Bornhausen ainda afirmou acreditar que Colombo pode assumir papel relevante em nível nacional.“Tenho certeza que ele poderá não só ser deputado com grande votação, mas também ele poderá ser um ministro do governo Ratinho.”
Relação com João Rodrigues

Ao comentar a situação envolvendo João Rodrigues, Bornhausen afirmou que não se sente traído e reiterou o respeito ao prefeito.
“Não, de forma nenhuma. Ele está cumprindo o seu papel, tinha uma posição diferente da minha, mas eu o respeito. Acho que é um grande administrador e lamentarei muito se ele não se arrepender de sair do PSD.” O ex-governador disse ainda esperar que Rodrigues permaneça no partido.
“Espero que ele não saia. Que ele fique, porque é um grande quadro, um grande administrador e merece a minha estima e o meu respeito.”
Crise interna no partido
Questionado sobre as razões que levaram à crise dentro do PSD, Bornhausen relembrou episódios históricos da política nacional para destacar a importância da paciência e do diálogo. Ele citou, por exemplo, um episódio envolvendo Tancredo Neves.
“Foi perguntado ao Tancredo quais eram as dez qualidades para chegar à presidência da República. Ele respondeu: primeiro paciência, segundo paciência, terceiro paciência, quarto paciência, quinto paciência, sexto paciência, sétimo paciência.”
Segundo Bornhausen, essa foi uma lição que marcou sua trajetória política.
“Eu sigo esse caminho da paciência. Reconheço os valores e sei da importância do João Rodrigues.”
Definição presidencial do PSD
Durante a entrevista, Bornhausen também comentou o cenário nacional e afirmou que o PSD deverá anunciar oficialmente o apoio ao governador do Paraná, Ratinho Junior, como pré-candidato à Presidência da República.
“Ontem, na minha conversa com o Kassab, ficou ajustado que no dia 25 de março será anunciado o nome do Ratinho. Eu faço parte da comissão de escolha e optei por ele.”
Ele explicou sua escolha.
“Acho que ele é centro-direita como eu e esse é o caminho que o eleitorado deseja. Um jovem, competente, um belo administrador.”
Bornhausen citou ainda outros nomes considerados na discussão interna do partido.
“O Caiado e o Eduardo Leite também são excelentes administradores. Fiquei muito feliz com a unidade entre os três.”
Última entrevista pública
Ao final da coletiva, Bornhausen afirmou que aquela seria sua última entrevista pública, indicando que pretende acompanhar os próximos passos políticos de forma mais reservada.
“Hoje é a minha última entrevista pública. Acompanharei a decisão do meu partido para presidente, que será o Ratinho, e aquele que for escolhido pelo PSD para governador.”





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