Empresa joinvilense detém solução inovadora que utiliza blocos de isopor para construção de estradas
Geofoam é a tecnologia que utiliza EPS para aterro de solos moles, e vem tornando obras mais rápidas, limpas e sustentáveis
O produto proporciona menor custo final, redução do efetivo de mão de obra, menor consumo de energia e redução significativa do tempo de execução da obra Como tem sido amplamente veiculado na mídia, Santa Catarina tem sido um dos estados onde o governo apostou em uma solução que vem reduzindo os custos e o tempo de execução de obras em estradas: o uso do EPS (popularmente conhecido como isopor*), como material de aterro leve.
Geofoam é uma solução geotécnica composta por blocos de poliestireno expandido (EPS), de baixa densidade (tipicamente entre 10 e 30 kg/m³), utilizada na engenharia geotécnica como preenchimento ultraleve.

A Termotécnica, empresa joinvilense líder na fabricação de EPS na América Latina, comercializa essa tecnologia Geofoam com a marca registrada Soloforte, utilizando blocos de EPS para aterro de solos moles, alívio de cargas em cabeceiras de pontes e solução para problemas geotécnicos como elevação de cota ou ampliação de áreas utilizáveis.
O produto proporciona menor custo final, redução do efetivo de mão de obra, menor consumo de energia e redução significativa do tempo de execução da obra. Além disso, o material apresenta baixa absorção de água e não é higroscópico, contribuindo para o bom desempenho do sistema e reduzindo riscos de acúmulo de umidade, quando associado a soluções adequadas de drenagem. Sua principal vantagem técnica é a significativa redução de carga aplicada ao solo, minimizando os riscos de recalques em pavimentos.

Segundo o Engenheiro Pedro Scatena, especialista em soluções geotécnicas com EPS, a tecnologia já está consolidada em importantes obras de infraestrutura no Brasil. “A Termotécnica possui em seu portfólio aplicações relevantes, como a duplicação da BR-101 em Goiana (PE), onde o Exército Brasileiro, por meio do 3º Batalhão de Engenharia de Construção, utilizou blocos de EPS no lote 6 da rodovia, em parceria com o DNIT. Trata-se de uma solução fundamental para a estabilização de aterros sobre solos moles, especialmente em regiões aluviais e de manguezais, onde a utilização de aterros convencionais poderia gerar recalques excessivos ou até rupturas da estrutura.”
“O uso do EPS nesse tipo de aplicação permite reduzir significativamente as cargas sobre o solo, acelerar o processo construtivo e garantir maior estabilidade da via ao longo do tempo, sendo uma técnica já amplamente utilizada em padrões internacionais de engenharia”, complementa o especialista.
“Todas essas características garantem uma obra mais limpa e seca, mais rápida, e o transporte do material, devido ao seu baixo peso, é facilitado e mais eficiente. Isso porque o EPS substitui aterros convencionais, reduzindo significativamente a carga sobre o solo”, afirma Nivaldo Fernandes de Oliveira, Diretor Superintendente da Termotécnica.

Além disso, em obras convencionais, o aterro exige tempo para acomodação e estabilização do solo, sendo altamente influenciado por condições climáticas, o que pode prolongar prazos de execução.
Esse tipo de solução já é utilizado desde a década de 1970 em países como Noruega, Japão, Estados Unidos e Chile, demonstrando alta durabilidade e desempenho em obras de infraestrutura.A vida útil estimada dessas estruturas com EPS é superior a 50 anos, podendo ultrapassar 100 anos dependendo das condições de projeto e execução.
No Brasil, o estado de Santa Catarina tem sido um dos pioneiros na aplicação da tecnologia. O uso já se destaca em obras como a interseção entre a SC-486 e a BR-101, em Itajaí, além de outras rodovias estaduais, contribuindo para maior eficiência e agilidade na execução das obras.
*Isopor é uma marca registrada de terceiros.




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