Porto de Itajaí reforça que canal segue praticável, seguro e sem impacto na movimentação de cargas
A Superintendência do Porto de Itajaí informa que o canal de acesso ao Complexo Portuário de Itajaí segue praticável, seguro e operacional, conforme os parâmetros estabelecidos pela Marinha do Brasil.
Divulgacao Em novo ofício encaminhado ao Porto de Itajaí, a Delegacia da Capitania dos Portos em Itajaí estabeleceu as Menores Profundidades Observadas, válidas até 13 de julho de 2026, com base nos levantamentos batimétricos apresentados. A decisão mantém a continuidade das operações no canal externo, canal interno, bacias de evolução e berços de atracação, dentro dos critérios técnicos definidos pela autoridade marítima.
A Superintendência esclarece que a diferença operacional de 30 centímetros indicada no novo ofício da Marinha está relacionada à presença de lama fluida no canal de acesso. Trata-se de um material sedimentar de baixa densidade e alto teor de água, que influencia as medições convencionais de profundidade, mas não configura, necessariamente, obstáculo físico à navegação.
Esse conceito é conhecido internacionalmente como profundidade náutica e considera que a lama fluida, quando apresenta baixa densidade e parâmetros técnicos controlados, pode ser compatível com a navegação segura. O tema já é objeto de estudos e práticas operacionais em portos brasileiros como Santos, São Francisco do Sul e no próprio Complexo Portuário de Itajaí. Na Europa, há experiências consolidadas em portos como Emden, na Alemanha; Zeebrugge, na Bélgica; e Europort/Roterdã, na Holanda.
A draga permanece em operação no canal de acesso, realizando a remoção de sedimentos, o tratamento da lama fluida e os serviços de manutenção da profundidade operacional. O canal também segue sob monitoramento batimétrico permanente e em diálogo técnico contínuo com a Marinha do Brasil.
“O ponto central é reforçar que o canal de acesso permanece praticável, permanentemente monitorado e operando com segurança, sem interrupção das operações e sem impacto na programação de cargas até o momento, dentro dos parâmetros técnicos estabelecidos pela autoridade marítima. Os serviços de dragagem estão em dia, com a draga em operação no canal, realizando a remoção de sedimentos e a manutenção da profundidade operacional. Seguimos em diálogo técnico permanente com a Marinha do Brasil para garantir segurança à navegação e previsibilidade ao setor produtivo”, destaca o superintendente do Porto de Itajaí, Artur Antunes Pereira.
A Superintendência do Porto de Itajaí reafirma seu compromisso com a segurança da navegação, a transparência institucional e a continuidade das operações portuárias.
Porto traz informações sobre lama fluida e reforça segurança da navegação
A Superintendência do Porto de Itajaí informa que recebeu da empresa Van Oord, responsável pelos serviços de dragagem do canal de acesso, esclarecimentos técnicos sobre a presença de lama fluida na área portuária e sobre as condições de navegabilidade do canal.
De acordo com as informações encaminhadas pela empresa à SPI, a lama fluida é uma mistura fina de água, argila e silte, ainda não compactada. Por não se tratar de fundo sólido, apresenta comportamento intermediário entre líquido e sólido e, quando monitorada dentro dos parâmetros técnicos estabelecidos, permite a navegação segura das embarcações.
A formação desse material é comum em áreas portuárias e estuarinas, especialmente em regiões com entrada constante de sedimentos finos pelos rios, encontro de água doce com água salgada, correntes fracas e movimentação operacional intensa. No Porto de Itajaí, segundo os dados técnicos apresentados pela Van Oord, a lama fluida tem sido observada com espessuras que variam entre 0,10 metro e 3 metros, dependendo do ponto analisado.
A empresa também informou que esse tipo de condição sedimentológica é verificado em outros portos brasileiros e internacionais. No Brasil, portos como Santos, São Luís e Açu convivem com a presença de lama fluida navegável. No exterior, portos como Rotterdam e Europoort, nos Países Baixos, Zeebrugge, na Bélgica, e Emden, na Alemanha, utilizam critérios técnicos semelhantes para considerar a lama fluida dentro do fundo operacional navegável.
A Van Oord executa os serviços de dragagem no Porto de Itajaí de forma contínua desde 2019, acumulando amplo conhecimento operacional sobre as condições sedimentológicas locais. Com base nessa experiência e no histórico recente de resultados, a empresa informou que a metodologia atualmente empregada é adequada às características do canal e tem como objetivo assegurar a navegabilidade, a segurança operacional e a manutenção das profundidades necessárias às operações portuárias.
Mantidas as condições operacionais atuais, a estimativa técnica informada pela empresa é de que, em aproximadamente 10 dias adicionais de operação, a área retorne aos níveis de referência contratualmente estabelecidos.





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