Israel Aparecido Gonçalves

Entre a derrota Presidencial e o controle legislativo: os caminhos da direita em 2026

Caminhos da direita em 2026

Israel Gonçalves
Entre a derrota Presidencial e o controle legislativo: os caminhos da direita em 2026 Os caminhos da direita para 2026

Entre a derrota Presidencial e o controle legislativo: os caminhos da direita em 2026 

Israel Aparecido Gonçalves 

Com a prisão de Bolsonaro consolidada e sem perspectiva de uma reviravolta jurídica que permita ao ex-presidente participar das eleições de 2026, a extrema direita compreendeu que não poderá apoiar seu filho, o senador Flávio Bolsonaro, para a presidência. Além de não possuir força política suficiente, ele se apoia em discursos cada vez mais delirantes. Soma-se a esse cenário outro revés para o campo extremista: no âmbito da política externa, Donald Trump tem se aproximado de Lula e iniciado o processo de reversão de erros políticos e econômicos, como o tarifaço e a aplicação desmedida da chamada Lei Magnitsky contra membros do Supremo Tribunal Federal. 

Embora os extremistas já tenham perdido a disputa presidencial de 2026 e o apoio decisivo de Trump, além de estarem em um leve declínio nas redes sociais, isso não significa que estejam derrotados ou desarticulados. Pelo contrário, evidencia-se que a reorganização estratégica desse grupo ocorre no Parlamento. Os partidos de direita controlam a Câmara dos Deputados, os principais legislativos estaduais e diversas Câmaras de Vereadores em cidades-chave do país. 

A estratégia é evidente: eleger o maior número possível de deputados federais e estaduais e, sobretudo, ampliar a bancada no Senado Federal. O objetivo não se limita à tentativa de promover processos de impeachment contra ministros do STF, mas também controlar a tramitação das leis, dificultar a aprovação de políticas do eventual governo Lula 4 e produzir um ambiente de instabilidade, algo que esse grupo já demonstrou saber explorar. Uma das competências do Senado é revisar projetos de lei oriundos da Câmara, podendo modificá-los ou arquivá-los, como ocorreu com a PEC 3/2021, que tratava da inviolabilidade parlamentar. Se a direita conquistar a maioria no Senado e na Câmara, qualquer futuro presidente da República corre o risco de tornar-se refém dessa configuração legislativa. 

Israel Aparecido Gonçalves é cientista político e escreve sobre Relações Internacionais, Conflitos e Direitos Humanos. Seu livro mais recente é “Sociologia e Direito – Volume 3”, lançado pela Editora Periodicojs em 2025. @sou.profisrael 




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