Israel Aparecido Gonçalves

Venezuela sob ataque

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Venezuela sob ataque Divulgacao

Na madrugada de 03/01, Donald Trump ordenou um ataque militar contra a Venezuela. As primeiras informações (ainda não oficiais) indicam que Nicolás Maduro foi capturado e estaria sob custódia das Forças Armadas dos Estados Unidos. Em uma leitura preliminar, é possível entender que o ataque norte-americano foi pontual, tendo como objetivo sequestrar Maduro e a primeira-dama. 

A configuração da ação militar sugere a existência de um acordo secreto entre os Estados Unidos e setores das Forças Armadas venezuelanas, uma vez que não houve contra-ataque da Força Aérea da Venezuela. As forças leais a Maduro tinham conhecimento e acompanhavam a movimentação militar norte-americana na região. A ausência de reação direta indica que a cúpula militar venezuelana pode ter sido cooptada. 

Maduro já demonstrou ser um ditador, sem compromisso efetivo com o povo venezuelano, como evidenciam a grave vulnerabilidade social e econômica do país. Em vez de promover reformas políticas e melhorar as condições de vida da população, optou por reforçar militarmente o Estado. Tudo indica que Maduro foi traído por seus próprios militares. 

O fato de Maduro não ser o vizinho que o Brasil gostaria de ter não pode ser confundido com a legitimação de sua retirada pela via militar. A ação de Trump rasga a Carta das Nações Unidas, que proíbe intervenções militares ou políticas em países soberanos. Mais uma vez, esse princípio é ignorado. Isso evidencia a falência moral das Nações Unidas, incapazes de lidar com os grandes problemas globais. Sem uma ONU fortalecida, o mundo permanece sob a espada dos interesses dos países militarmente mais fortes. 

Como ocorreu no Afeganistão, no Iraque e em outros países onde os Estados Unidos afirmaram levar democracia (o que nunca se concretizou), a Venezuela não foi atacada por ser uma ditadura, mas por ser uma ditadura não alinhada aos interesses norte-americanos. O verdadeiro interesse de Trump é o petróleo venezuelano, que sempre esteve no centro da política externa dos Estados Unidos para a região. 

Esperamos que nossos irmãos venezuelanos atravessem este momento difícil com a esperança de viver, amanhã, em um país melhor. 

Israel Aparecido Gonçalves é cientista político e escreve sobre Relações Internacionais, Conflitos e Direitos Humanos. Seu livro mais recente é “Sociologia e Direito – Volume 3”, lançado pela Editora Periodicojs em 2025. 



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