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Elton Zattar Guerra

Política Real

Bastidores da Politica catarinense

Divulgacao
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Pluralidade no radar presidencial 

Passado o prazo de desincompatibilização e filiações, o jogo presidencial começa a ganhar contornos mais definidos — e menos previsíveis. Na mesa, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) busca a reeleição, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) desponta como uma das apostas da direita. Mas o dado novo está fora da polarização: Renan Santos (Missão), Aldo Rebelo (DC), Romeu Zema (NOVO), Augusto Cury (Avante) e Pablo Marçal (União Progressistas) entram no tabuleiro tentando furar a bolha. O desafio é claro: sobreviver politicamente em um ambiente ainda dominado por extremos. No fim das contas, quanto mais nomes, mais debate — e quem ganha é o eleitor. 

Santa Catarina no páreo 

O jogo estadual também começa a se organizar em Santa Catarina, com nomes postos na disputa pelo Palácio Barriga Verde. O governador Jorginho Mello (PL) vai à reeleição, enquanto João Rodrigues (PSD) se movimenta como principal adversário. Na sequência, aparecem Gelson Merisio (PSB), Marcelo Brigadeiro (Missão) e Ralf Zimmermann (Solidariedade/PRD), compondo um cenário ainda em formação. A pergunta que fica: cabe mais alguém nesse tabuleiro? Onde estão NOVO, DC e Avante? Terão palanque próprio ou vão embarcar em projetos já em construção? Por enquanto, mais dúvidas do que certezas — e, como sempre, o tempo será o fiel da balança. 

Janela mexe o tabuleiro na Alesc 

O fim da janela partidária redesenhou forças na Assembleia Legislativa de Santa Catarina — e com impacto direto no jogo político estadual. O Partido Liberal foi o grande vencedor: ampliou musculatura e consolidou a maior bancada, agora com 14 deputados. Cresceu, mas também ajudou a reorganizar o xadrez ao puxar peças de outras siglas. Na esteira, Partido Social Democrático e Republicanos também avançaram, ainda que de forma mais tímida. Do outro lado, União Brasil, Podemos e Partido da Social Democracia Brasileira encolheram, enquanto o Partido da Renovação Democrática simplesmente saiu do mapa da Casa. Sem mudanças, MDB, PT, PP, Novo, PDT e PSOL observam — por ora — o movimento. No fim, mais do que números, a janela mostrou quem ganha força para 2026 e quem precisará correr atrás. 

PT de Joinville ainda em aberto 

No Partido dos Trabalhadores de Joinville, o cenário segue indefinido — mas já dá sinais de movimentação. Em conversa com a vereadora Vanessa da Rosa, surge a possibilidade de uma pré-candidatura à Câmara Federal. A decisão ainda não está tomada, mas passa por dois pontos centrais: o excesso de pré-candidatos a deputado estadual pela sigla na cidade e uma construção política com recorte coletivo e representativo. Nos bastidores, ganha força a leitura de que o partido pode eleger uma deputada federal, uma deputada estadual e ganhar um vereador negro — refletindo, inclusive, o resultado das urnas municipais, onde os três mais votados do PT são negros, recebendo 50% dos votos na nominata: a própria Vanessa (eleita), Ana Lúcia (primeira suplente) e Rhuan (segundo suplente). Outro fator pesa na equação: o vácuo histórico. Joinville não elege um deputado estadual pelo PT há 24 anos e um federal há duas décadas. Por enquanto, é uma ideia em construção — daquelas que podem ganhar corpo ou ficar pelo caminho. Em política, tudo depende de ajuste fino e timing. 

Movimento calculado 

A troca partidária do vereador Brandel Junior não foi um movimento isolado — foi articulada. A saída do Partido Liberal para o Republicanos passou pelo aval do governador Jorginho Mello, que acionou Valdemar da Costa Neto para garantir a carta de anuência e evitar qualquer risco ao mandato. No segundo mandato e sem espaço no PL para disputar uma vaga de deputado estadual, Brandel encontrou no “partido coirmão” a saída política. Nos bastidores, um movimento simples — mas cirúrgico. 

Festa ou termômetro? 

O presidente da Câmara de Joinville, Diego Machado, transforma seu aniversário em algo além da comemoração. No dia 18 de abril, a reunião com lideranças, imprensa, comunidade e familiares promete ser grande — e com leitura política inevitável. Nos bastidores, o evento já é tratado como termômetro eleitoral. A expectativa de presença de prefeitos da região, lideranças do Partido Social Democrático e do pré-candidato ao governo João Rodrigues eleva o peso do encontro. Dependendo do tamanho e da densidade política da festa, muita gente já vai começar a projetar outubro. 



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