Silvio Nuemann
Crônicas e Encantos da Vida Noturna
Por Silvio Neumann, o Rei do Bailão
Divulgacao Episódio 3B – Da crise ao chamado do destino
Naquela mesma tarde, Luiz Henrique da Silveira recebeu Silvio.
A reunião foi rápida. A decisão, mais ainda.
Concessão de cinco anos aprovada.
Era o segundo grande salto.
No dia seguinte, com o desenho ainda fresco no papel, saiu para vender o projeto. E a resposta do mercado foi imediata.
Empresas compraram a ideia:
Hotel Colon Palace, Fotos York, Malharia Arp, Matric, Hotel Príncipe, Tabuleiro Esporte…
Em um único dia, o resultado surpreendeu até ele.
“Ganhei o equivalente a um carro zero.”
A cidade começou a mudar.
Placas surgiam nas esquinas. A paisagem urbana ganhava organização. E o modelo de negócio se consolidava.
Silvio chegou a ter cerca de 700 placas em Joinville.
Durante mais de uma década, dominou o setor.
Até que veio a ruptura.
Em 1987, o contrato foi encerrado na gestão de Wittich Freitag. Ainda resistiu por dois anos na Justiça, mas o ciclo havia terminado.
E, de repente, tudo mudou.
Sem as placas, buscou um novo caminho: uma parceria para personalização de caminhões. Para isso, construiu um galpão de 700 metros quadrados.
Um investimento alto. Um novo começo.
Mas a empresa parceira faliu.
E ele ficou sozinho.
Sem placas. Sem contrato. Com um galpão vazio.
Um “elefante branco”.
Ou talvez… o cenário de algo que ainda estava por nascer.
Foi então que, em um dia comum, um velho conhecido entrou no galpão.
Martinho Pizetti olhou ao redor e perguntou:
“O que você está fazendo aqui, Silvio?”
A resposta veio carregada de incerteza:
“Não sei…”
E então, quase como quem lança uma ideia sem imaginar o peso dela, veio a frase:
“Mete-lhe um bailão.”
Silêncio.
Mas, naquele instante, algo acendeu.
Era o terceiro salto.
O início de tudo aquilo que transformaria Silvio Neumann no Rei do Bailão.
E é aqui que as luzes se acendem… e a verdadeira história da noite começa.




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