Silvio Nuemann

A estrada de mil quilômetros

Por Silvio Neumann, o Rei do Bailão

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Episodio 05

Na última coluna, o Caravelle já tinha encontrado seu caminho na discoteca. Os DJs de Valdir Polzin tinham salvado a casa. Mas para Silvio Neumann, aquilo ainda não era suficiente.

Faltava algo.

O bailão, aquele que estava no DNA, tinha durado só três meses. E a sensação de ter sido travado — impedido de trazer as grandes bandas — incomodava.

E foi numa dessas noites que veio a provocação.

Durante o último baile, um músico da banda Expresso Musical, de Massaranduba, soltou direto:

“Tu tens que trazer a banda Corpo e Alma do Rio Grande do Sul.”

Silvio ouviu.

Mas não esqueceu.

No dia seguinte, ouvindo a Rádio Colon AM, veio a confirmação. Tocava “Vida Boa”, com Flávio Dalcin. Aquilo não era só música — era um sinal.

E aí veio a decisão que mudaria tudo.

Se Santa Catarina não trazia essas bandas… ele iria até elas.

Descobriu que o coração dos bailes do Rio Grande do Sul batia em cidades como Três de Maio, Horizontina, Tucunduva, Santa Rosa, Crissiumal, Santo Cristo e Ijuí.

Enquanto muitos empresários locais não se mexiam — por comodismo ou negligência — Silvio fez diferente.

Montou um verdadeiro roteiro.

Mais de mil quilômetros de estrada.

Um por um, foi atrás de nomes como Corpo e Alma, Os Atuais, San Marino, Terceira Dimensão, Danúbio Azul, Céu e Cantos e Calmon.

Não era aposta.

Era estratégia.

Era visão.

E o resultado dessa viagem… não demoraria a aparecer.

(continua no próximo episódio)



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