Silvio Nuemann
O nascimento do Rei do Bailão
Episódio 6
O nascimento do Rei do Bailão Episódio 6 — O nascimento do Rei do Bailão
Depois de mais de mil quilômetros rodados e contatos alinhados, chegou a hora da prova real.
A primeira aposta foi alta.
A banda Corpo e Alma viria — mas com uma condição: três shows.
Sexta, sábado e domingo.
Silvio não recuou.
Na sexta-feira, fechou parceria no Estrela da Vila Baumer. A negociação foi no olho: começou com proposta de 20% do cachê, veio contraproposta de 5%, e fecharam rachando a bilheteria.
Resultado?
R$ 72 mil na sexta.
No sábado, no Caravelle: R$ 92 mil.
No domingo, em Jaraguá do Sul: R$ 70 mil.
Não era mais teste.
Era sucesso.
No meio desse movimento, uma mudança abriu outra porta. Com a saída de Valdir Finder do Estrela, veio o convite: assumir os bailes.
Silvio aceitou.
E não perdeu tempo.
Levou Terceira Dimensão. Depois, San Marino. Em seis meses, o Estrela da Vila Baumer já estava lotando.
Mas o auge viria logo depois.
Na Páscoa de 1990, um baile histórico: Corpo e Alma + Os Atuais. Sete horas de música. As duas maiores bandas do sul do Brasil no mesmo palco.
Mais de mil pessoas ficaram do lado de fora.
E ali não nasceu só um sucesso.
Nasceu uma marca.
Foi nesse período que surgiu o nome que marcaria época: Rei do Bailão.
A inspiração veio de uma viagem a Gramado, ao avistar uma torre em estilo castelo em Nova Petrópolis. A ideia virou projeto.
O Caravelle se transformou.
Nascia o Castelo de Joinville.
E, anos depois, em 1996, o lendário Castelo Excalibur.
O que começou como insistência… virou império.
E a história, como dá pra ver, estava só começando.




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