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Amin celebra recuo do Governo Federal sobre pesca da tainha, mas critica manutenção de cotas sem base técnica

O senador destacou que Santa Catarina é o único estado submetido a esse tipo de restrição para a pesca artesanal por arrasto de praia, modalidade que considera uma das mais sustentáveis do mundo

assessoria de imprensa
Amin celebra recuo do Governo Federal sobre pesca da tainha, mas critica manutenção de cotas sem base técnica Divulgacao

O senador Esperidião Amin manifestou-se nesta terça-feira (9), no Plenário do Senado Federal, sobre a decisão do Governo Federal de autorizar uma cota extra para a pesca artesanal da tainha no litoral norte de Santa Catarina, após a forte reação de pescadores, comunidades tradicionais e lideranças catarinenses à suspensão da atividade anunciada no último domingo.

Amin classificou a proibição como uma medida "absurda" e sem fundamento técnico, destacando que a decisão surpreendeu milhares de famílias que dependem da pesca artesanal da tainha, uma tradição secular do litoral catarinense.

“Imaginem que a tainha está passando no litoral de Santa Catarina a menos de duas milhas da costa, o pescador está vendo a abundância, e passou da Ilha de Santa Catarina... Para! É uma decisão que não tem fundamento técnico”, afirmou.

O senador destacou que Santa Catarina é o único estado submetido a esse tipo de restrição para a pesca artesanal por arrasto de praia, modalidade que considera uma das mais sustentáveis do mundo. Para ele, o anúncio de uma cota extra representa um sinal de bom senso por parte do governo, mas não corrige o erro conceitual da política adotada.

“Quero celebrar aqui um bafejo de bom senso que essa decisão agora, pelo menos, prenuncia. Mas reitero: não havia base para a cota e não há base técnica para uma cota extra. Está errado o conceito de estabelecer um limite arbitrário para o estado”, enfatizou.

Segundo Amin, qualquer mecanismo de controle da atividade pesqueira deve estar amparado em estudos técnicos e considerar a realidade específica de cada localidade. Ele criticou o fato de uma única cota estadual penalizar comunidades pesqueiras de diferentes regiões do litoral catarinense.

“Se se quisesse estabelecer um limite baseado na sustentabilidade, haveria um estudo técnico prévio e ele seria aplicado praia por praia. Não se pode punir a banda norte porque a banda sul teria ultrapassado o limite dentro da mesma unidade federada”, argumentou.

O senador reafirmou seu apoio aos pescadores artesanais e defendeu que as decisões relacionadas à pesca da tainha sejam fundamentadas em critérios científicos, respeitando a tradição, a cultura e a importância econômica da atividade para as comunidades do litoral de Santa Catarina.

Críticas ao modelo de concessão da BR-282

Na mesma manifestação, o senador também comentou as audiências públicas em andamento sobre a concessão de rodovias federais em Santa Catarina, criticando a forma como a BR-282 foi incluída no projeto de leilão.

“Da divisa com a Argentina até Florianópolis, a BR-282 é a espinha dorsal de Santa Catarina. Ela está sendo tratada como um simples ramal alimentador da BR-153, sem identidade e sem o respeito que merece para a logística e para a integração do Estado”, afirmou.

Amin lembrou sua atuação na implantação de importantes trechos da rodovia e lamentou que projetos históricos de integração estadual estejam sendo desconsiderados no modelo proposto.

“Solicito ao Ministério dos Transportes e à ANTT que revisem essa decisão equivocada, que diminui a importância da BR-282 e desconsidera seu papel estratégico para Santa Catarina”, disse.

O senador também informou que acompanhará as próximas audiências públicas sobre a BR-470 e voltou a defender a realização de um debate específico em Concórdia ou Irani sobre a concessão da BR-153 (Transbrasiliana).

“Não podemos aceitar que a BR-282 seja transformada em um rabicho, em um segmento meramente alimentador da BR-153”, concluiu.

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