Laercio Beckhauser
Onde Mora a Memória
O Guardião das Lembranças
O Lugar que Lembra- Estilo solene e “beckhauseriano”, *(O Memorial da Fenachopp), com a cadência que mescla memória, lirismo, leve humor filosófico e aquele tom de celebração da vida que tão bem caracteriza minhas crônicas... e outro textos literários.
🌟 CRÔNICA DIDÁTICA E ELUCIDATIVA
- O Memorial que Guarda o Tempo
- Há lugares que não são feitos de paredes — são feitos de lembranças.
- Um memorial de fotos é justamente isso: um templo silencioso onde cada imagem é uma janela aberta para o passado.
- Ali, o tempo não corre: conversa.
- Na essência, o memorial é um guardião.
- Ele preserva o riso de quem já partiu, o brilho de festas que reuniram amigos, o primeiro gesto de uma criança que cresceu, o orgulho de um ofício que atravessou décadas.
- Cada fotografia é um fragmento do destino humano — e nós, visitantes, somos arqueólogos afetivos escavando saudades.
- Um memorial não é vaidade; é responsabilidade histórica.
- É a ponte que une avós e netos, pioneiros e herdeiros, comunidades e viajantes.
- Quando se abre um memorial, não se exibe apenas imagens — renova-se o pacto de continuidade, reafirma-se que a existência humana tem raiz, fruto e sentido.
- E, sobretudo, ele ilumina o mais humano dos atos: lembrar para não esquecer e recordar para continuar vivendo.
⭐ CONTO HUMORÍSTICO
O Memorial que Quase Não Foi
- Diz a lenda — dessas bem típicas da cultura beckhauseriana — que certa vez um cidadão animado decidiu montar um memorial fotográfico de sua família.
- Reuniu caixas, álbuns, pendrives, cartões antigos e até aquela foto amassada que morava sob o pano do ferro de passar.
- Juntou tudo na mesa e começou a organizar:
— Esta foto é da festa, esta é do passeio, esta é da outra festa, e esta… bom… ninguém sabe de onde é, mas o tio Jurandir está sorrindo, então deve ser importante.
- Quando finalmente montou o memorial e chamou a família para ver, a tia mais falante exclamou:
— Mas menino, você colocou as fotos tudo em ordem cronológica?
- Assim a gente perde a graça! O bom é ver bagunçado, pra rir dos anos oitenta misturados com os dois mil!
- E assim ficou decidido: o memorial teria ordem afetiva, não cronológica.
- Uma mistura alegre, do jeitinho da vida real — onde o coração organiza as lembranças melhor que qualquer calendário.
🎭 CORDEL HUMORÍSTICO
- O Memorial Encantado
- No rancho da nostalgia,
No terreiro da emoção,
Fizeram um memorial
Pra guardar recordação.
- Tinha foto da meninada,
Da Fenachopp e do balão,
E até um tio dançando
Com a cuia de chimarrão!
- Cada foto era um causo,
Desencadeando alegria:
— “Olha eu aqui mais jovem!”
— “Mas tu tinha esta caretia?”
- No final a turma inteira
Cantou num só trovão:
“Memorial bem organizado
É poema pro coração!”
📚 RESENHA ENUMERADA
- O Memorial de Fotos: Funções, Sentidos e Beleza
- Preservação da memória:
Garante que momentos essenciais permaneçam vivos e acessíveis às futuras gerações.
- Expressão emocional:
Em tempos de saudade, as imagens confortam e permitem o abraço indireto do passado.
- Recurso histórico e documental:
Serve como registro oficial, acadêmico e institucional de acontecimentos valiosos.
- Ferramenta de narrativa visual:
Conta histórias que palavras sozinhas não exprimem — rostos, gestos, cenários, detalhes.
- Espaço de reflexão e pertencimento:
Conecta pessoas a suas raízes, tradições e trajetórias.
- Síntese estética e afetiva:
A beleza das imagens amplia a compreensão de quem somos e de onde viemos.
🕊 CONCLUSÃO SOLENE
- O memorial de fotos é mais do que um conjunto de imagens: é um altar da existência humana, um território onde o passado repousa e, ao mesmo tempo, pulsa.
- Ele ensina, emociona, preserva, celebra.
- É ponte, é relato, é diálogo entre gerações.
- Onde há um memorial, há vida prolongada — e nenhum rosto se perde na sombra do esquecimento.
✨ FRASE FINAL (síntese beckhauseriana)
- “O memorial é o instante eterno: quando a imagem repousa, a memória desperta.”
- www.laerciobeckhauser.com
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