Elton Zattar Guerra

Santa Catarina em movimento

A política entra em 2026 antes da eleição, com candidaturas, bastidores e decisões que já redesenham o tabuleiro estadual.

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O ano político começa antes do calendário eleitoral e muito antes das convenções. Ele se inaugura nos gestos, nos silêncios, nas conversas reservadas e nos movimentos que ainda não ganham manchetes, mas já reorganizam o tabuleiro. A Política Real atua nesse espaço: onde o discurso público encontra o bastidor e onde a estratégia vale tanto quanto o voto. 


A largada de João Rodrigues 

João Rodrigues confirmou aquilo que, nos bastidores, já era tratado como irreversível: sua saída da Prefeitura de Chapecó para entrar de corpo inteiro no jogo eleitoral. O prefeito da capital do Oeste está decidido a renunciar ao mandato e disputar as eleições de 2026. Muito se especulou sobre uma possível candidatura ao Senado.


No entanto, em conversa direta com este colunista, João foi taxativo: não há mais volta. O projeto é claro e objetivo — ser candidato ao Governo do Estado. Segundo ele, a campanha será construída a partir da comparação entre realizações. João acredita que o histórico administrativo falará mais alto na hora da decisão do eleitor catarinense. A Política Real começa o ano com um dado concreto: João Rodrigues já está em campanha. Falta apenas oficializar o que, na prática, já está decidido. 


A indefinição de Clenilton 

Nos corredores da política regional, um comentário começou a ganhar corpo nos últimos dias: o ex-prefeito de Araquari, Clenilton Pereira, teria desistido da candidatura a deputado estadual. O boato correu rápido, como costuma acontecer quando há silêncio demais e informação de menos. Em conversa com este colunista, Clenilton foi direto ao ponto. Disse que a decisão ainda não foi tomada.


Segundo ele, está aguardando a realização de alguns exames médicos antes de bater o martelo sobre o futuro político. Prudência pessoal antes de estratégia eleitoralOutro ruído que surgiu no meio do caminho envolve a suposta deterioração da relação com o atual prefeito de Araquari, Gordo Jasper. Sobre isso, Clenilton foi categórico: não existe crise, não há desgaste e a relação segue em perfeita harmonia 


A ponte que destrava Araquari 

Uma notícia aguardada há anos começa, finalmente, a ganhar contornos mais concretos. A ponte sobre o Rio Parati, em Araquari, saiu do campo da promessa e entrou na fase das tratativas avançadas. 


O prefeito Gordo Jasper adiantou a este colunista que as negociações com a União estão bem encaminhadas para a liberação da área pertencente à Marinha do Brasil, etapa fundamental para viabilizar a obra. Trata-se de um entrave histórico que, ao que tudo indica, começa a ser superado. A ponte terá papel estratégico na mobilidade regional. Além de ligar duas áreas importantes do município, criará uma rota alternativa para Joinville, ajudando a desafogar um dos maiores gargalos logísticos do Norte catarinense: a BR-280. O cenário político também é favorável. O governador Jorginho Mello já garantiu R$ 30 milhões para a execução da obra, o que dá musculatura financeira ao projeto e tira qualquer dúvida sobre a capacidade de investimento do Estado. 

Na Política Real, obra que sai do papel muda discurso — e, muitas vezes, muda eleição também. 


Andressa Pera no radar 

Um estudo recente, ao qual este colunista teve acesso, colocou um nome no radar da política regional: Andressa Pera, presidente do MDB de Balneário Piçarras. Os números indicam que seu nome aparece bem consolidado na faixa que envolve Piçarras, Penha e Navegantes, um eixo eleitoral competitivo e estratégico. 

Andressa reúne atributos que chamam a atenção do meio político.


É empresária, figura ativa no município e esposa do atual prefeito, o que naturalmente amplia sua exposição e capital político. Mas não se trata apenas de sobrenome ou circunstância: há reconhecimento por um trabalho de dedicação e presença constante nas agendas locais. 

No MDB, seu nome começa a ser visto como potencial surpresa na disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa. Dentro do recorte regional, o desempenho é animador e mostra que existe base eleitoral real, não apenas intenção difusa.

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