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Audiência pública em Garuva vai debater proposta de parque nacional e impactos para o município

Para o prefeito, a preservação ambiental precisa acontecer com responsabilidade e respeito à realidade do município

Assessoria de imprensa
Audiência pública em Garuva vai debater proposta de parque nacional e impactos para o município O município já possui a APA do Quiriri, com 9.325 hectares, equivalente a 18,52% do território de Garuva, além de plano de manejo aprovado e conselho atuante.

A Prefeitura de Garuva e a Câmara de Vereadores realizam nesta quarta-feira, 8 de abril, às 19h, no Ginásio de Esportes Evandro Nagel, uma audiência pública para discutir a proposta de criação do Parque Nacional Serras do Araçatuba e Quiriri, apresentada pelo ICMBio no âmbito do Governo Federal. O debate envolve uma área que atinge cinco municípios e pode trazer impactos diretos para Garuva, especialmente sobre o uso do território, as atividades produtivas e a vida das comunidades locais. 

O município já possui a APA do Quiriri, com 9.325 hectares, equivalente a 18,52% do território de Garuva, além de plano de manejo aprovado e conselho atuante. Na avaliação da administração municipal e da Secretaria de Saneamento Ambiental, a criação de outra unidade, mais restritiva, pode gerar sobreposição de gestão, insegurança jurídica e conflitos sobre áreas já organizadas dentro de uma política ambiental consolidada. 

Para o prefeito, a preservação ambiental precisa acontecer com responsabilidade e respeito à realidade do município. “A Prefeitura se posiciona de forma contrária à criação da nova unidade de conservação. Garuva já faz sua parte na proteção ambiental, com uma unidade consolidada, planejamento e acompanhamento. O que defendemos é que qualquer mudança desse porte seja amplamente debatida, com transparência e respeito às famílias, aos produtores e à realidade local.”

Já a secretária de Saneamento Ambiental, Silmara Ghiggi Ramos, destaca que ainda há pontos técnicos sem clareza suficiente. “O município entende que a proposta precisa ser melhor esclarecida, porque envolve possíveis restrições, sobreposição com outras áreas protegidas e impactos que podem atingir diretamente a gestão do território e a vida de quem mora e trabalha aqui.”

A audiência pública será aberta à população e tem como objetivo ampliar o debate, garantir transparência e ouvir a comunidade sobre um tema sensível para o futuro de Garuva. A orientação da Prefeitura é para que moradores, produtores, lideranças e representantes de entidades participem da discussão.





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