Roger Souza
Dicas Essenciais para CEOs
Dicas Essenciais para CEOs
Governança1️⃣ Trate Segurança e LGPD como Risco de Negócio (não como tecnologia)
A responsabilidade final pela proteção de dados e continuidade operacional é do CEO e do Conselho.
Exemplo:
Uma clínica médica deixa vazar dados de pacientes → sofre processos, multas da LGPD e danos à reputação.
Se o CEO não tinha processos implantados, ele responde administrativamente.
2️⃣ Nomeie um Encarregado (DPO) com autonomia real
A LGPD exige um responsável por dados. Não pode ser uma função “decorativa”.
Exemplo:
O DPO deve ter poder para:
bloquear campanhas de marketing irregulares;
exigir ajustes em fornecedores;
vetar coleta excessiva de dados.
Se o marketing quer coletar CPF sem necessidade, o DPO deve dizer não.
3️⃣ Faça um Mapeamento de Dados (Data Mapping)
O CEO precisa saber o que a empresa coleta, onde armazena, quem acessa e por quê.
Exemplo:
Um e-commerce descobre que funcionários do SAC tinham acesso completo às informações de cartão.
Após o mapeamento:
✔ acesso reduzido
✔ criptografia aplicada
✔ risco de vazamento despencou
4️⃣ Tenha políticas claras e aplicadas (não só no papel)
Governança exige documentação + prática real.
Inclua:
Política de segurança da informação (PSI)
Política de retenção e descarte
Política de acesso
Termos de confidencialidade
Exemplo:
Uma empresa paga ransomware porque mantinha anos de dados antigos sem necessidade.
Se tivesse política de descarte → ataque seria menor.
5️⃣ Treinamento trimestral obrigatório para toda a equipe
Funcionário mal treinado causa mais prejuízo que hacker.
Exemplo:
Ataques comuns evitados com treinamento:
Phishing (link falso)
Engenharia social (alguém se passando por fornecedor)
Envio acidental de planilhas com dados pessoais
Treinamento reduz risco em até 70%.
6️⃣ Implementar autenticação forte e controle de acessos
Priorize:
✔ MFA
✔ Zero Trust
✔ Revisões de acesso mensais
Exemplo:
CEO e diretores são alvos de “Account Takeover” (roubo de conta).
Sem MFA, uma tentativa de phishing pode derrubar toda a empresa.
7️⃣ Exigir segurança dos fornecedores (o elo mais fraco)
Hacks graves começam em parceiros terceirizados.
Exemplo real:
O ataque à Target (EUA) começou por uma empresa de manutenção de ar-condicionado.
Um fornecedor fraco derrubou uma gigante do varejo.
Checklist para CEOs:
fornecedor usa criptografia?
possui PCI, ISO ou boas práticas?
assina contrato de confidencialidade e proteção de dados?
8️⃣ Criar um Plano de Resposta a Incidentes (PRI)
Deve incluir:
equipe de crise
tempo máximo de resposta
comunicação para clientes
documentação de evidências
ativação de equipe jurídica e forense
Exemplo:
Um vazamento pode virar:
investigação da ANPD
ações de dano moral
perda de contratos
Com um PRI pronto → impacto cai drasticamente.
9️⃣ Tenha backup offline e testado mensalmente
Ransomware só se vence com backup bom.
Exemplo:
Uma transportadora ficou 15 dias parada porque o backup estava corrompido.
Backup não testado=backup inexistente.
🔟 Acompanhe KPIs estratégicos, não técnicos
O CEO deve acompanhar:
Tempo médio de detecção de incidentes
% de dispositivos atualizados
Taxa de sucesso em testes de phishing
Tempo de restauração de backup
Número de incidentes reportados ao DPO
Esses indicadores mostram maturidade de segurança.
🔮 O que CEOs precisam saber para 2026
1️⃣ Cybersegurança não é mais tecnologia — é continuidade do negócio
Ataques de IA autônoma, ransomware 4.0 e fraudes com deepfake vão explodir em 2026.
Empresas sem:
Plano de Resposta a Incidentes
Backup testado
Treinamento contínuo
Monitoramento 24/7
estão em risco real de paralisação e processos.
O CEO precisa cobrar segurança como KPI, não como projeto.
2️⃣ LGPD será mais dura: multas, bloqueios e responsabilização
A ANPD ampliou fiscalizações e vai atuar mais firme em:
vazamentos
coleta excessiva de dados
falta de DPO
ausência de registros (RoPA)
2026 será o ano do enforcement.
CEO que ignorar governança digital estará assumindo risco jurídico pessoal.
3️⃣ Inteligência Artificial será o maior acelerador de escala (ou o maior risco)
Empresas que não adotarem IA perderão eficiência.
Mas CEOs precisam entender IA com governança, não “IA por moda”.
Perguntas para 2026:
Quais processos posso automatizar agora?
Como posso usar IA para reduzir custos e ampliar receita?
Como evitar vieses, vazamentos e decisões ilegais da IA?
4️⃣ Cadeia de fornecedores será o novo ponto crítico
80% dos ataques já acontecem em terceiros.
Em 2026, CEOs precisam exigir:
ISO, SOC2 ou práticas equivalentes
contratos de segurança e LGPD
auditorias externas
“Meu fornecedor é pequeno” não será desculpa.
5️⃣ ESG Digital será obrigatório
Investidores e grandes clientes vão exigir:
transparência
governança de dados
relatório de impacto digital
práticas de privacidade e segurança
Empresas que não se adaptarem perderão contratos.
6️⃣ Reputação digital será um ativo financeiro real
Fraudes, vazamentos e postura pública no digital vão impactar:
✔ valor de mercado
✔ retenção de talentos
✔ confiança do cliente
✔ acesso a crédito
2026 será o ano em que marca e segurança caminharão juntas.
7️⃣ CEOs precisarão dominar análise de risco — não tecnologia
O CEO não precisa entender de firewall.
Mas precisa entender:
risco operacional
risco jurídico
risco reputacional
cenário regulatório
impacto financeiro
2026 vai punir líderes que delegam cegamente.
8️⃣ Cultura interna será mais importante que qualquer software
Tecnologia não salva uma empresa sem cultura de segurança.
Treinamentos trimestrais serão padrão.
Simulações de fraude e phishing serão exigência corporativa.
9️⃣ Dados serão o novo “combustível”, mas com responsabilidade
O CEO precisa entender:
Data-driven com LGPD
Minimização de dados
Monetização segura
Governança e rastreabilidade
Coletar tudo será risco. Coletar certo será diferencial.
🔟 Decisões rápidas, alinhadas e baseadas em dados
2026 exige CEOs:
mais analíticos
mais ágeis
mais digitais
mais pragmáticos
mais preparados para crises complexas



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