Elton Zattar Guerra
Política Real
Bastidores da Politica Catarinense
DivulgacaoO Jogo das Geladeiras, Estradas e Bastidores
A política catarinense vive um momento de rearranjos, silêncios estratégicos e movimentos calculados. Entre alianças frágeis, disputas internas e projetos em construção, o tabuleiro começa a ser montado pensando em 2026. Em Santa Catarina, ninguém quer ficar na “geladeira”, fora da janela ou longe do centro das decisões.
Nos bastidores, partidos testam forças, lideranças buscam espaço e velhas estruturas tentam se reinventar. É nesse ambiente de tensão, articulação e expectativa que se desenrolam os fatos que você confere a seguir. Aqui, o que aparece nem sempre é tudo — mas ajuda a entender o jogo.
Amin na Geladeira
O samba de uma nota só no bolsonarismo acabou afastando o senador Esperidião Amin, do União Progressista, do projeto de reeleição do governador Jorginho Mello.
Na tarde da última quarta-feira, em Brasília, o PL se reuniu sob a condução de Valdemar da Costa Neto e do pré-candidato Flávio Bolsonaro, para anunciar chapas pelo país. Em Santa Catarina, o recado foi direto: Amin foi colocado na “geladeira”, movimento que tende a empurrar a federação para a campanha de João Rodrigues.
MDB na Estrada
Enquanto isso, a caminhada do MDB não para. A região Sul do Estado é a da vez, com agendas em Criciúma, Tubarão e Araranguá. A comitiva estadual quer discutir qual caminho tomar depois que o governador mandou o partido “sair da janela” e ir para o fim da fila.
Os emedebistas sabem do peso histórico que carregam. Partido que sempre ajudou a definir eleições em Santa Catarina, acredita que ainda pode influenciar a próxima disputa. A dúvida é clara: aceitar o papel secundário ao lado de Jorginho, tentar protagonizar um projeto próprio ou somar forças com o PSD e, possivelmente, com o União Progressista para apresentar uma alternativa ao Estado.
PT em Movimento e Disputa Interna em Joinville
No campo da esquerda, o PT segue trabalhando. Em Joinville, há gente demais querendo ser “alguma coisa”.
Na última segunda-feira, Décio Lima, como presidente nacional do SEBRAE, esteve na cidade e afirmou a este colunista que as políticas do governo federal devem dar impulso aos candidatos do campo democrático.
Hoje, o PT local já conta com dois nomes para deputado federal e duas pré-candidatas a deputada estadual, entre elas Vanessa da Rosa e Ana Lúcia Martins, sinalizando disputa interna e necessidade de alinhamento.
Ordem no Legislativo
Na Câmara de Vereadores de Joinville, o presidente Diego Machado tenta colocar ordem na casa. Há tempos, setores mais extremistas da direita apostam em ataques e cobranças para “lacrar” nas redes. Muitas sessões viram verdadeiros espetáculos, com comportamento que, por vezes, lembra a quinta série.
Diego reuniu os 19 vereadores para uma conversa reservada. O clima esquentou, houve muito disse-me-disse e a verdade ainda não veio totalmente à tona. Resta aguardar os próximos capítulos. Mas uma coisa é certa: impor limites no plenário virou urgência.
MDB Reage a Boatos
O MDB também precisou reagir a boatos. Circulou na imprensa que Rodrigo Coelho e Fernando Krelling deixariam a legenda. Rodrigo negou de imediato e, na sequência, a executiva estadual divulgou nota oficial desmentindo a informação.
CPMI e Teatro Político
No cenário nacional, a CPMI do INSS aprovou a quebra do sigilo bancário de Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Zero espanto, zero indignação. Tirar dúvidas faz parte do jogo democrático — e, quem não deve, não teme.
O que ficou feio foi o tom da reunião, marcada por encenação política. Mais do que investigar o caso, parte da oposição parece interessada apenas em desgastar o governo. No fim, vale a máxima: o pau que bate em Chico, também bate em Francisco.
Entre geladeiras, estradas, disputas internas e teatro político, Santa Catarina segue vivendo um xadrez intenso. E, como sempre, cada movimento agora pode definir o tabuleiro de 2026




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