Conheça as ideias de Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente da república
Em abril deste ano, Ronaldo Caiado, governador de Goiás, se lançou pré-candidato à presidência da República em um evento realizado em Salvador, na Bahia, e confirmou sua pré-candidatura em outubro passado.
Ronaldo Caiado foi o primeiro governador eleito e reeleito em primeiro turno da história de Goiás (2018 e 2022). Ronaldo Ramos Caiado, nascido em Anápolis, 25 de setembro de 1949, é um professor, médico ortopedista e político brasileiro. Filiado ao União Brasil (UNIÃO), é o governador do estado de Goiás. Primeiro governador eleito e reeleito em primeiro turno da história de Goiás (2018 e 2022).
Anteriormente pelo mesmo estado, foi deputado federal por cinco mandatos e uma vez senador, tendo deixado a vaga parlamentar para assumir o Governo do Estado. Em 2023, foi classificado como o quarto governador mais rico do Brasil, com um patrimônio de R$ 24.874.436,19.
Formado em medicina no ano de 1972 pela Escola de Medicina e Cirurgia hoje parte da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro e com especialização em ortopedia, Caiado é membro de uma família de produtores rurais com forte presença na política de Goiás desde meados do século XIX. Entre 1986 e 1989, presidiu a União Democrática Ruralista, entidade que visa defender os interesses dos grandes proprietários rurais.
Na política, Caiado chegou a concorrer à Presidência da República no ano de 1989 mas obteve menos de 1% dos votos. Entre 1991 e 1995 e, entre 1999 e 2014, atuou como deputado federal por Goiás. Já entre 2015 e 2018, foi senador pelo mesmo Estado, recebendo o prêmio de melhor senador pelo Prêmio Congresso em Foco no primeiro ano do seu mandato, escolhido através de eleição popular nas redes sociais. Em 2013, Caiado foi líder da bancada do extinto Democratas e foi ainda um dos membros mais ativos da bancada ruralista do Congresso Nacional
Entrevista exclusiva com o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (UB), pré-candidato a presidente da república
Qual sua avaliação sobre a atuação do governo federal em relação a taxação aos produtos brasileiros nos EUA?
O que tenho visto é muito claro: faltou ao presidente Lula qualquer disposição real para buscar uma pacificação rápida. Suas declarações foram ácidas, ásperas e, sobretudo, contraproducentes. O Brasil precisa retomar a tradição do Itamaraty — uma diplomacia que amplia mercados, constrói pontes e fortalece parceiros históricos.
Não podemos nos dar ao luxo de tencionar relações com países que sempre foram aliados comerciais estratégicos. O correto seria ampliar nossa capacidade de ocupar mercados internacionais, e não entrar em rota de colisão com quem historicamente abre portas para nossos produtos. O Brasil precisa de serenidade, profissionalismo e visão econômica.
Qual sua principal bandeira para a candidatura a presidente?
A minha principal bandeira é a segurança pública — e não por retórica, mas por resultados concretos. Goiás se tornou o estado mais seguro do país porque enfrentamos o crime com autoridade, inteligência e firmeza. E foi isso que abriu caminho para todos os outros avanços. Segurança é a base de tudo.
Quando derrotamos a criminalidade, Goiás avançou em todas as áreas: chegamos ao primeiro lugar no Ideb, atraímos mais empresas, aumentamos a renda, reduzimos o desemprego e alcançamos a menor taxa de pobreza e extrema pobreza da nossa história. Esses resultados só apareceram porque criamos um ambiente seguro, onde a população vive sem medo e o investidor tem confiança para gerar emprego e oportunidades.
Hoje, somos referência nacional. Aqui não tem roubo a banco, carro-forte ou sequestro. Nossas polícias atuam com liberdade, técnica e respaldo. E deixamos claro que, em Goiás, bandido não dá ordem. Liderança, para nós, é policial. Isso fortaleceu a moral da tropa e mudou a percepção das crianças e jovens sobre quem deve ser exemplo dentro da sociedade.
Esse modelo prova uma verdade simples: quando o Estado assume o controle, tudo melhora. Segurança pública bem estruturada impulsiona a economia, fortalece a educação, melhora a renda e dá condições reais para que as famílias tenham futuro. É uma engrenagem que movimenta todo o desenvolvimento.
Se Deus me confiar a Presidência, essa será a regra no Brasil: autoridade firme, rigor absoluto contra o crime e proteção ao cidadão de bem. Só assim o país volta a crescer, atrair investimentos e dar esperança aos brasileiros que querem viver em paz e prosperar de verdade.
Como o senhor pretende lidar com os extremos políticos do Brasil?
O meu pensamento não é discurso de ocasião — ele reflete 40 anos de vida pública. Mantenho coerência, firmeza e clareza sobre minha posição desde sempre. Sou o mais antigo adversário político do Lula na esfera nacional. Nunca desviei do meu caminho.
O Brasil precisa sair desse beco da polarização que nos levou à beira de um precipício. Mas isso não significa ignorar a liturgia democrática. Muito pelo contrário: eu tenho absoluto respeito pela hierarquia de comando, pela soberania do voto e pela diversidade de pensamento.
Sempre digo: soberana é a vontade do povo. Essa é a essência da democracia. Já perdi eleições, já vivi o Parlamento, já venci outras. Crescer na política é justamente isso: reconhecer a decisão do eleitor e governar para todos, independentemente de alinhamento partidário.
Qual sua avaliação sobre o atual governo do presidente Lula?
Se você fizer qualquer análise, social ou econômica, verá que nos cinco mandatos do PT o que cresceu no Brasil não foi renda per capita, saúde, educação, indústria ou serviços. Em todas essas áreas, o país retrocedeu. O que prosperou foram as facções criminosas.
Hoje o Brasil abriga grupos classificados entre os mais violentos do mundo. Isso não aconteceu por acaso: é fruto de decisões judiciais equivocadas, políticas permissivas e abandono completo das estruturas de segurança. Bairros inteiros do Rio de Janeiro se tornaram zonas livres para o crime.
Agora o PT tenta um sexto mandato. O país não suporta mais um governo Lula. Os gastos públicos explodem, a carga tributária sufoca a sociedade e o arcabouço fiscal é desrespeitado diariamente. Um “Lula 4” será um novo “Dilma 2”: quebra de empresas, fuga de investimentos e milhões de desempregados.
Depois de 40 anos enfrentando Lula, digo com clareza: estamos sendo empurrados para o caminho da Venezuela. O PT transformou o Brasil em território fértil para o crime e a corrupção.
Goiás é um exemplo para o Brasil, senão vejamos: estado com a maior taxa de queda na criminalidade do país, primeiro lugar no IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, líder na geração de empregos, líder em transparência com o recurso público, maior crescimento do polo industrial, mais digitalizado do Brasil, estado com a maior redução de pobreza e extrema pobreza do país.
A pergunta é, como replicar este modelo de sucesso para todo o Brasil?
Governabilidade exige decisões duras. E, quando pensamos no futuro do Brasil, dois pilares são inegociáveis: segurança pública e responsabilidade fiscal. Assim transformei Goiás, e assim transformaremos o país.
A segurança pública é o marco principal. Ela irradia para tudo: educação, economia, renda, industrialização, programas sociais, tecnologia. Só há governabilidade quando o Estado garante segurança ao cidadão. A partir do momento em que assumimos o controle dos presídios, fortalecemos a inteligência policial e integramos as forças, os índices despencaram e o estado voltou a crescer.
Quando o crime perde espaço, a economia avança. O investidor volta, a renda cresce, a educação melhora e o futuro tecnológico se torna possível.
É isso que o Brasil precisa: líderes com moral, coragem e capacidade de entregar. A Presidência, sob alguém que tenha estatura moral, experiência e compromisso com o país, será o farol da transformação que o Brasil aguarda.
Goiás hoje é referência porque tomou decisões que o Brasil precisa tomar. Nada disso aconteceu por acaso. Nós reduzimos a criminalidade como nenhum outro estado, lideramos o Ideb, somos destaque em geração de empregos, em transparência, em digitalização dos serviços públicos e fomos o estado que mais reduziu pobreza e extrema pobreza. Isso é gestão. Isso é coragem política.




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