Carlito Merss, ex-prefeito de Joinville, fala sobre articulação política para as próximas eleições
O político catarinense, nascido em Porto Uniao, mas que desenvolveu sua carreira em Joinville, teve mandatos legislativos no âmbito municipal, estadual e federal, antes de ocupar a cadeira de prefeito do municipio
Carlito Merss, ex-prefeito de Joinville e atual gerente nacional de políticas públicas do Sebrae Em Joinville até o próximo dia 06 de dezembro, quando retorna as atividades de gerente nacional de políticas públicas do Sebrae, o ex-prefeito de Joinville, Carlito Merss, recebeu a reportagem do Porta SC Real, no Dr.Cafe na rua Dona Francisca, região central da cidade, para uma conversa sobre política, do passado, presente e futuro, de Joinville, Santa Catarina e Brasil. Carlito foi prefeito de Joinville entre 2009 e 2012.
Graduado em Economia pela Universidade de Joinville (UNIVILLE), em 1979, Pós-Graduado em Economia do Trabalho pela Universidade de Campinas (UNICAMP/SP), em 1992, Carlito foi eleito pela primeira vez, em 1992, a vereador em Joinville, cargo que ocupou, de 1° de janeiro de 1993 até 31 de janeiro de 1995, quando no dia seguinte, assumiu o mandato de deputado estadual na 13ª legislatura (1995 — 1999), decorrente da sua eleição em 1994. Neste mandato na Alesc foi o autor do projeto de lei do Orçamento Regionalizado, que foi aprovado na mesma legislatura.
Durante seu mandato como vereador, em 1994, Carlito foi um dos vereadores que foi contra a proposta que aumentaria o salário dos vereadores em 25,95%, retroagindo o pagamento até abril daquele ano. Carlito inclusive moveu ação popular junto com Nelson Quirino de Souza, acatada pela 3ª Vara Cível e de Feitos da Fazenda. Merss foi deputado federal por Santa Catarina na 51ª legislatura (1999 — 2003), na 52ª legislatura (2003 — 2007) e na 53ª legislatura (2007 — 2011). Foi o candidato a deputado federal mais votado em Santa Catarina, nas eleições de 2002, com 140 657 votos (4,59%).
Sobre o cenário das próximas eleições em Santa Catarina, Carlito acredita no crescimento dos votos no seu partido, o PT. "Acredito que, com as várias candidaturas de direita e centro direita em Santa Catarina, haverá uma divisão dos votos, o que pode beneficiar os partidos de esquerda. Temos boa chance de eleger um senador e ampliar o número de deputados federais e estaduais", afirma o ex-prefeito. Atuando, nestes dias em Joinville, como articulador político do partido em Joinville e região, Merss tem se reunido com políticos e aspirantes a político, dos mais variados espectros políticos, com o objetivo de identificar nomes e objetivos em comum com o partido dos trabalhadores, e assim montar uma chapa viável para a Alesc e Cãmara Federal.
Ao ser perguntado se será candidato a deputado, estadual e federal, Carlito afirma que está à disposição do partido, entretanto, que sua prioridade é atuar para viabilizar a candidatura de sua esposa, a vereadora de Joinville, Vanessa da Rosa (PT), a outro nível legislativo, mas ainda não sabe se estadual ou federal, "Acredito no potencial da Vanessa, e vamos trabalhar no sentido de que ela possa exercer esse potencial em um outro nível parlamentar, para poder apoiar ainda mais a causas sociais de Joinville, e também da região", declara Merss, que no legislativo já exerceu um mandato vereador em Joinville, um mandato de deputado estadual em Santa Catarina, e três mandatos de deputado federal em Brasília.
A questão das cheias em Joinville
Os alagamentos que aconteceram em Joinville na última segunda, dia 24, também foram tema da conversa com o ex-prefeito Carlito Merss. Ele afirmou que em sua gestão, entre 2009 e 2012, a prefeitura investiu pesadamente em diagnóstico.
"O Plano Diretor de Drenagem Urbana, concluído em 2011, custou mais de R$ 3 milhões e representou um estudo amplo e técnico da bacia hidrográfica do Rio Cachoeira. O documento identificava 20 obras de macrodrenagem necessárias, sendo 5 delas no próprio Rio Cachoeira, e estabelecia um ranking de prioridades baseado em custos, benefícios ambientais e impactos sociais." informa Merss.
A obra indicada como prioritária era a ampliação da capacidade de escoamento do rio Cachoeira por meio de dragagem, contenções laterais, retificações de canais e substituições de pontes. Um leito de 14 quilômetros em boa parte na área urbana que deveria ter sido atacado logo após 2012. "Entretanto, em 12 anos de implementação do plano (2011-2023), apenas uma obra foi concluída: a macrodrenagem do rio Morro Alto, concluída em 2013, no primeiro ano do governo Udo Döhler", firnaliza Carlito.




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