Léia Alberti
A magia do Natal
Com as crianças tudo fica mais divertido, com os adolescentes nem tanto...
Magia do NatalAqui em casa a regra é simples: acabou o Dia das Bruxas, começa a decoração de Natal. Meu marido vive dizendo que sou mais criança que nossos filhos — e talvez seja verdade. Cresci numa época com bem menos opções de enfeites e luzes incríveis, então hoje me permito aproveitar cada detalhe. Sinceramente, ver o mundo com olhos de criança é muito mais divertido.
Todos os anos montamos juntos a árvore e ajeitamos cada cantinho da casa. Mas, neste ano, senti uma pontinha de tristeza… Meu filho não demonstrou o mesmo entusiasmo. Agora ele está naquela fase em que jogar com os amigos parece muito mais interessante. Doeu um pouquinho, admito. Mas acredito que aceitar as fases faz parte do amadurecimento da mãe.
Ele já não busca tanto aconchego na minha cama; não pede mais para assistirmos algo juntos; prepara seus próprios lanches; já vai de bicicleta sozinho até a casa de amigos mais distantes. A autonomia chega sem pedir licença.
Mas, como uma mãe equilibrada, mantenho um limite importante: a cartinha para o Papai Noel ele vai ter que escrever — senão, como acertar nos presentes?
Brincadeiras e pequenas frustrações à parte, é sempre bom olhar para o copo meio cheio. Ainda tenho uma menininha que participa de tudo com brilho nos olhos. E, em vez de sofrer pela ausência do irmão maior, escolho celebrar a presença dela.
Não sei se no ano que vem ela terá o mesmo interesse, mas, por agora, deixo que decore tudo do jeitinho dela. E assim seguimos: amadurecendo juntos — como filhos, como pais.



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