Léia Alberti

Acene de Volta

Entre buzinas e pressa, a infância nos lembra que sorrir de volta é um presente que custa nada

Bora Coprodução
Acene de Volta Acene de volta

Natal é uma época mágica, dessas que fazem a gente desacelerar por um instante e reencontrar lembranças da infância. Há algo de especial em ver o mundo com os olhos de uma criança — tudo parece mais leve, mais simples, mais encantador. Mas, na pressa do dia a dia, esquecemos que pequenos gestos continuam tendo um impacto enorme, especialmente para os pequenos que circulam pela cidade cheios de expectativa.


Aqui, por exemplo, temos o tradicional trenzinho do Papai Noel e a famosa carreta luminosa, cada uma com seu público e seu próprio encanto. E basta observar por alguns minutos: as crianças acenam para quem passa, sorrindo, esperando apenas um aceno de volta. É tão pouco para nós, mas significa tanto para elas. Eu sei que o trânsito complica, que ninguém está com tempo sobrando e que, às vezes, tudo parece um convite à impaciência. Mas as crianças não entendem disso — elas só querem ser vistas, compartilhar a alegria daquele momento.


Por isso, não seja a pessoa que fecha a cara, que ignora, que finge não ver. Sorria. Acene. Entre na brincadeira por alguns segundos. Afinal, você também já foi criança um dia. E é justamente nessa troca simples, nessa gentileza rápida, que o espírito natalino encontra espaço para existir — de salto, de tênis e, principalmente, de coração aberto.



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