Willian Giesel
Stranger Things do marketing catarinense: o Natal onde a criatividade brilha mais que as sombras
Como tecnologia, inovação e cultura criativa se cruzam no ecossistema de Santa Catarina.
Criatividade catarinense em 2025Stranger Things do Marketing: o portão, o Natal e a criatividade catarinense terminam com mais luz do que sombra em 2025.
Santa Catarina nunca precisou de mundos invertidos para provar que criatividade e coragem andam juntas por aqui. Mas nesta reta final do ano, enquanto eu revia alguns episódios de Stranger Things com a minha filha, percebi algo curioso. A série funciona porque combina três ingredientes que também movem nosso mercado: amizade que vira força, tecnologia que vira ferramenta e desafios que viram narrativa.
E é exatamente isso que enxergo no fim deste 2025. Não é só a temporada da decoração, das campanhas emocionantes e do café mais forte que o normal nas agências. É o momento em que lembramos que comunicar é construir pontes, acender luzes e transformar monstros invisíveis em oportunidades reais.
E cá entre nós, ninguém faz isso como Santa Catarina.
Temporada Final: quando a IA vira o Walkie Talkie do criativo
Todo fim de ano, as marcas entram num modo meio cinematográfico. O briefing vem cheio de “encantar”, “aproximar”, “emocionar”. A régua sobe, o prazo desce e a gente respira fundo antes de abrir o Photoshop. Mas há algo diferente acontecendo. Este Natal não está sendo movido apenas por emoção e storytelling. Está sendo movido por velocidade e inteligência.
A IA virou aquele grupo de amigos da série. Ela não resolve tudo, mas ajuda a atravessar o portal. Enquanto a equipe discute a grande ideia, a IA adianta referências, cria cenários, gera variações e libera os criativos para fazer o que sabem: dar alma à campanha.
É exatamente isso que está acontecendo nas agências do estado. A tecnologia deixou de ser “o monstro” e virou bicicleta, lanterna e walkie talkie. A ferramenta que libera tempo para o toque humano florescer.
O manifesto do Natal Catarinense: menos neve falsa, mais propósito
Repare que as campanhas de fim de ano aqui sempre tiveram algo único. São menos espalhafatosas e mais sinceras. Menos épicas e mais humanas.
No Norte do estado, empresas industriais criam ações de Natal que priorizam as pessoas da fábrica com eventos, cartas, vídeos e reconhecimento interno. Na Capital, o setor de tecnologia investe em ações de comunidade, doações, mentorias educativas, encontros e movimentos de impacto real. No Oeste, as cooperativas e agroindústrias sempre acharam natural unir alimento com solidariedade. E no Vale, o design transforma vitrines e marcas em pequenas obras de arte urbanas.
A estética muda, mas o espírito é o mesmo. Gosto disso. O Natal catarinense é menos comercial e mais colaborativo. Não precisa de neve falsa para emocionar. Basta propósito.
No mundo invertido da mesmice, a sensibilidade humana é a brecha
Toda agência já viveu a fase sombria. Aquele Natal que chega cedo demais, o cliente que quer mensagem universal demais, o roteiro que parece saído de um gerador automático. É um pouco como entrar no Mundo Invertido. Tudo parece igual, mas nada vibra.
É aí que entra o diferencial do nosso mercado. Aqui, mesmo que a IA faça dez versões de layout, o criativo escolhe uma, desconstrói, muda as cores, troca o foco, procura a história verdadeira, adiciona humor, música, sotaque, detalhe, poesia. É como a turma de Hawkins encontrando uma brecha na parede. Não é força bruta. É sensibilidade.
E sensibilidade continua sendo 100% humana.
Os cases de SC: ninguém salva a cidade sozinho (Mas juntos, sempre)
Não vou citar nomes específicos, mas o que temos visto em 2025 é muito bonito.
Empresas daqui produziram campanhas de Natal com acessibilidade digital real. Outras criaram ações geradas com IA que depois foram recriadas em versões humanas por artistas locais. Teve gente usando IA para localizar necessidades sociais por bairro e direcionar doações de forma mais inteligente. Empresas de tecnologia criaram plataformas abertas para que microcomércios pudessem gerar suas próprias peças de campanha sem custo.
Times de indústria que nunca tinham feito vídeos internos agora produzem narrativas emocionantes para os colaboradores com uma qualidade que antes só agência grande fazia.
É o espírito de Stranger Things. Ninguém salva a cidade sozinho. Mas quando cada um faz o seu, o monstro fica pequeno.
Talvez o grande ponto seja esse. A inteligência artificial não abre portais sozinha. Ela só ilumina. O caminho ainda é feito por mãos humanas, histórias catarinenses, pequenos gestos, boas ideias e essa combinação improvável de disciplina, teimosia e bom humor que define nosso mercado.
O fim do ano sempre traz um pouco de nostalgia e um pouco de esperança. E olhando para o que Santa Catarina está construindo em tecnologia, publicidade, criatividade e impacto social, a sensação que tenho é clara.
O futuro não é um mundo invertido. O futuro está bem aqui. E nós estamos escrevendo ele juntos, luz por luz.
Semana que vem seguimos criando, explorando e celebrando o que fazemos de melhor: transformar ideia em impacto.
Biografia:
Willian Giesel Silva é apaixonado por formatos inovadores e acorda todos os dias para desafiar o comum. Publicitário, designer gráfico e provocador de ideias, atua onde estratégia encontra estética e onde criatividade precisa resolver problemas reais. Gosta de liderar a mudança, mas respeita o ritual.
Observa Santa e Bela Catarina com carinho e otimismo e transforma esse olhar em textos sobre marketing, inteligência artificial e comportamento digital. Co-líder da IdeiAzul, acredita que criatividade é trabalho coletivo e que boas soluções nascem do encontro entre visão, método e ousadia.
Saiba mais em: ideiazul.com | Instagram: @williangiesel | Email: willian@ideiazul.com



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